Por Tamille Cunha

 

Entidades e Organizações não Governamentais (ONG’s) promovem  um ato em repudio chamado “Movimento pela Paz” contra os ataques ocorridos nesta semana a  imigrantes  venezuelanos. Os protestos ocorreram nesta sexta-feira (9).

 

O coordenador do Serviço Jesuíta a Migrantes e Refugiados (SJMR) em Boa Vista, Clayton Abreu, que os crimes foram muitos graves. “Nós recebemos com bastante repulsa essas informações e decidimos nos reunir para debater o que faríamos e foi definido que em primeiro lugar elaboraríamos uma nota de repúdio, que foi divulgada entre as organizações parceiras e coletamos as assinaturas. Além disso na quarta-feira (7) resolvemos sobre a realização da manifestação”, disse Abreu.

 

Ainda conforme o coordenador a nota de repúdio, o poder público decidiu pela omissão e por isso tem grande parcela de culpa com esses ataques, que segundo ele, possuem indícios de xenófobos. “A negligências dos entes da federação, da própria União e dos municípios, onde existe uma concentração maior de migrantes venezuelanos, não há ainda entres esses organismos públicos uma articulação decente, que possa garantir a dignidade dessas pessoas”, pontuou. “Quando existe negligência por parte do Estado somado ao quadro de alta vulnerabilidade a violência é a resposta. Que se dá a isso. Diariamente diversos venezuelanos sofrem xenofobia”, completou.

 

A nota de repúdio foi assinada por civis e algumas organizações, como a SJMR, a Fé e Alegria, Caritas Brasileira, Conectas, Diocese de Roraima, Núcleo Rosa Luxemburgo, a banda Bolívar Blues, além de outras 46 e 25 civis. Cleyton ainda salientou que o movimento ocorrido ontem, foi importante. “O movimento foi muito bonito, um ato conjunto entre brasileiros e venezuelanos provando que o bem é maior”, concluiu.

 

De acordo com Abreu, o SJMR junto as demais organizações, de forma coordenada continuará cobrando do poder público ações para solucionar este problema e para que assuma as responsabilidades frente as obrigações constitucionais de proteção da dignidade humana e de acolhida humanitária que preconiza a Lei Nº 13.445/2017.

 

Foto:esar Muñoz Acebes/Divulgação)