• A Polícia Civil identificou o suspeito dos ataques com liquido inflamável e fogo, contra venezuelanos esta semana. É um homem, que não teve a nacionalidade e nem a idade divulgados. De acordo com o delegado titular, da Delegacia Geral de Homicídios (DGH), Cristiano Camapum, apesar da coincidência dos casos, as investigações  começaram separadas. “Não há ainda confirmação se o crime tem relação com caso de xenofobia ou outra coisa referente ao processo de imigração que o Estado vivencia no momento. Estamos investigando a tentativa de homicídio em si, ou se por ventura, havia desavenças entre as vítimas e o infrator”, disse o delegado.
As equipes da DGH e do NPCA (Núcleo de Proteção a Crianças e Adolescentes) iniciaram as diligências e passou-se a trabalhar em cima da possibilidade de ser o mesmo autor.  “As investigações desde o primeiro caso continuam. Hoje, o autor já está identificado, sabemos quem é. Sabemos que, nos dois casos, trata-se do mesmo infrator. Estamos com várias equipes na rua tentando a prisão em flagrante desta pessoa. Não podemos divulgar nomes e outros dados para não atrapalhar as investigações. Podemos pedir prisão preventiva ou temporária para o acusado. Ele será preso a qualquer momento. Inclusive há possibilidades de outros casos e pode ser um caso de um piromaníaco, perfil de quem ataca pessoas tentando matá-las com fogo”, concluiu Camapum.
O caso mais recente ocorreu na madrugada de quinta-feira (8), por volta das 5h e teve como alvo uma família de venezuelanos. As vítimas, uma família venezuelana, pai, mãe e uma criança de 3 anos, dormiam em um prédio inacabado, junto de outros venezuelanos, no bairro Mecejana, zona Oeste da cidade. A criança sofreu queimaduras de 2º grau e ainda se encontra internada no Hospital da Criança, os pais sofreram queimaduras mais leves e estão sendo acompanhados.
Já o primeiro ataque aconteceu na madrugada de segunda-feira (5). Um homem e uma mulher que dormiam na varanda de uma casa, situada também no bairro Mecejana, foram atacados do mesmo modo. Na residência vivem outros 30 venezuelanos. Que inclusive teve um vídeo, onde nas imagens o suspeito aparece atirando um objeto para dentro do local, que logo em seguida começa a ficar em chamas.
O delegado disse que ainda não há como confirmar se os crimes se tratam de xenofobia ou alguma outra razão referente ao processo migratório constante, pelo qual o Estado passa. 
Foto: Divulgação/Secom