A governadora Suely Campos (PP) rebateu as críticas da prefeita Teresa Surita (MDB) em relação ao repasse do Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e insinuou que o grupo político da prefeita possui esquema em Brasília.
A governadora utilizou as redes sociais no início desta noite (12) para responder Teresa que disse que Suely propôs a ela abrir mão do percentual de ICMS  do município para que a governadora realizasse o pagamento do salário de dezembro
 dos servidores estaduais.
A polêmica gerada durante essa semana, em torno do não pagamento dos salários dos servidores, se deu pelos bloqueios nas contas do Estado, realizado pela justiça, que aceitou ação dos poderes judiciário e legislativo, pelo atraso no repasse dos duodécimos, além da Prefeitura de Boa Vista, que requereu o pagamento do percentual de ICMS devido pelo Estado. Veja a nota na integra, da resposta de Suely Campos a prefeita:
Lamento que uma pessoa experiente como a prefeita de Boa Vista venha com discurso meramente politiqueiro, sem compromisso com as pessoas. Não, não propus deixar de repassar o percentual do ICMS ao Município, mas adiá-lo por 48 horas para priorizar o pagamento dos servidores. Ela sabe que o Município está em situação privilegiada momentaneamente pelos esquemas lá em Brasília do seu principal aliado e guru político. Na gestão passada a Prefeitura teve redução no FPM e assim que ela assumiu, milagrosamente o FPM aumentou, com decisões da justiça lá em Brasília. Ninguém precisa falar como seu guru político age e está conhecido nacionalmente como o cara do acordo com tudo e com todos.Lembro que Teresa era aliada de Anchieta e ajudou a endividar o Estado. Estamos pagando hoje empréstimo que o Estado pegou e utilizou para asfaltar ruas de Boa Vista como medida eleitoreira para beneficiar Teresa. E esse dinheiro faz falta para pagar os servidores, para investir mais na saúde, na educação e na segurança. A prefeita perdeu a oportunidade de mostrar que valoriza de verdade Roraima e sua gente, de atuar com base no princípio da cooperação entre os poderes, mas preferiu agir com mesquinharia política, olhando apenas para os seus interesses. Minha missão no governo nunca foi fácil. Assumi um Estado abandonado e endividado. Sofro perseguição contínua e impiedosa de toda espécie. Mas vamos vencer essa crise. Vou continuar dialogando e trabalhando com firmeza, fazendo o que for preciso pelo bem do povo de Roraima.

 
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