No mesmo dia em que a Standard & Poor’s divulgou o rebaixamento da nota da dívida pública brasileira, o Ministério da Fazenda aproveitou para pedir o engajamento do Congresso na aprovação das reformas estruturais. Em nota, a pasta citou o comprometimento do governo com o ajuste fiscal e medidas aprovadas no Congresso no último ano. No fim de 2017, o ministro Henrique Meirelles pediu às agências de risco que aguardassem a votação da reforma da Previdência antes de reavaliar a situação do país. No entanto, o pedido não foi atendido.

“Sempre contamos com o apoio e com a aprovação das medidas necessárias para o país pelo Congresso Nacional e temos certeza que o mesmo continuará a trabalhar em favor das reformas e do ajuste fiscal fundamentais para o Brasil”, diz trecho da nota em que o Ministério da Fazenda pede empenho dos parlamentares para aprovação das medidas.

No comunicado, o Ministério da Fazenda ressaltou que uma melhoria na classificação do Brasil só será possível por meio da aprovação das medidas fiscais propostas e destacou que a S&P reconhece esforços recentes do governo para melhorar as contas públicas e melhorar a produtividade do país.

Reação

Após a declaração, o  presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ) disse nesta sexta-feira (12) que o rebaixamento da nota de crédito do Brasil pode ajudar no convencimento dos parlamentares em torno da reforma da Previdência. No entanto, Maia contestou a nota do ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, e disse que a culpa pela reforma ainda não ter sido aprovada não é só do Congresso.

“Todos têm responsabilidade. A liderança do governo é decisiva para aprovar a reforma”, disse o deputado à Agência Brasil.  O parlamentar também deu declarações de que teria ficado “magoado” com o ministro da Fazenda.

“Nosso desafio não é encontrar culpados. Precisamos encontrar uma solução para aprovar a reforma da Previdência. Sei que o presidente Temer está sempre empenhado, mas o que a gente não pode é reorganizar a votação e o ministro da Fazenda ficar procurando responsáveis por esse problema. Fiquei muito magoado”, ressaltou Maia ao Jornal O Globo.

 

Fonte: Congresso em Foco

 

Foto: Congresso em Foco