No mesmo dia que Cristiane Brasil foi anunciada como nova ministra do Trabalho, o Planalto se vê em uma nova crise interna por conta do pedido de demissão de ministro Marcos Pereira, da Indústria, Comércio Exterior e Serviços.  Ele pediu exoneração nesta quarta-feira (3).

O agora ex-ministro afirmou que seu partido, o PRB, continuará a apoiar as reformas. “Eu e o meu partido, o PRB, apoiamos as reformas e continuaremos apoiando tudo aquilo que for bom para o país”, disse. “Preciso deixar o ministério para pode me dedicar a questões pessoais e partidárias”, declarou.

Com a saída de Marcos Pereira, o Planalto soma 3 pedidos de demissão em 1 mês. O tucano Antonio Imbassahy pediu demissão da Secretaria de Governo no início de dezembro. Ronaldo Nogueira (PTB) entregou o cargo em 27 de dezembro.

Bispo licenciado da Igreja Universal do Reino de Deus, Marcos Pereira tem total controle da bancada de 22 deputados federais do PRB.

De pai para filha 

O presidente nacional do PTB, Roberto Jefferson, foi quem informou a escolha de sua filha e deputada federal Cristiane Brasil (PTB-RJ) para assumir o ministério do Trabalho. Ele se reuniu hoje (3) com o presidente Michel Temer no Palácio do Jaburu e disse que o nome de Cristiane Brasil “surgiu” durante a conversa e não foi uma indicação dele próprio.

A nomeação foi confirmada pelo Palácio do Planalto. Segundo nota à imprensa, a definição de Temer ocorreu após “indicação oficial feita pelo PTB”.

*Com informações do Poder 360 e Agência Brasil

 

Foto: Wilson Dias/Agência Brasil