Apesar do discurso público de otimismo, integrantes do governo já admitem que a reforma da Previdência pode não ser votada na semana de 19 de fevereiro, como foi marcado pelo presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ). O líder da maioria na Casa, Lelo Coimbra (MDB-ES), disse ao  site Poder360 que o governo tem até a 1ª semana de março para votar o texto na Câmara.

O deputado avalia que se o governo não conseguir iniciar a votação até lá as chances de analisar a proposta em 2018 são quase nulas.

Ele diz que, se a reforma não for votada na semana do dia 19 de fevereiro, como está programada, ainda haveria a semana seguinte, que vai de 26 até o início de março. Depois disso, acredita, não deve ser votada e “será assunto das eleições deste ano”.

O deputado ocupa o cargo na liderança da maioria na Câmara. A vaga foi criada para acomodar a indicação do MDB da Câmara, já que a liderança do governo na Câmara foi entregue a Aguinaldo Ribeiro, do PP, e a no Congresso, a André Moura, do PSC.

O governo ainda não retomou o mapa de votos a favor da reforma da Previdência. A contagem será analisada novamente a partir da próxima 2ª feira (15.jan). Um dos contadores e vice-líder do governo, o deputado Beto Mansur (PRB-SP) esteve em Brasília e jantou na 4ª feira (10.jan) com Temer.

A última conta do Planalto é de 267 votos favoráveis. São necessários 308 votos para aprovar a proposta de emenda à Constituição na Câmara. O número será atualizado a partir de 1 tête-à-tête com os congressistas a partir da próxima semana.

O ministro da Secretaria de Governo, Carlos Marun, ainda tenta passar uma expectativa otimista.“Só não vota no dia 19 se votarmos antes. Tenho confiança de que vamos votar em fevereiro”, disse ao Poder360.

Segundo Marun, apesar de o governo ainda não ter os votos necessários –faltam cerca de 50, segundo ele–, a proposta terá o apoio necessário para ser colocada em votação em fevereiro.

 

Fonte: Poder 360

 

Foto: Sérgio Lima/ Poder 360