Claramente um jornalista exagerou na busca pelo furo, na ânsia de ser o Cara do Ano, claramente os demais jornalistas potencializaram o seu exagero. Ninguém teve a cautela de agir como verdadeiros jornalistas e de fato agiram como uma manada de bois.

E se Temer tivesse renunciado? O país teria mergulhado num mar ainda mais grande de incertezas. A Constituição Brasileira prevê que nesse caso, ou seja, com menos de dois anos para concluir o mandato em curso, as eleições devam ser diretas. Ou seja, o próprio Congresso Nacional elegeria o presidente tampão para concluir o mandato.

Apesar de a Constituição Brasileira ser muito clara em relação a isso muitos membros do Congresso Nacional, sindicato, centrais sindicais e a esquerda que há pouco foi despejada do Poder, pleiteia eleições diretas ou seja uma nova eleição.

Assim, se Temer tivesse renunciado ontem, não se sabe qual seria o rumo que o Brasil, que a política e que o Congresso Nacional tomaria. Além disso Temer não é presidente de um clube de Várzea, ele preside um grande país, uma das 10 economias mais forte do mundo e a decisão mais acertada que ele tomou, realmente, foi não renunciar.

Pode ser que ele seja culpado, pode ser que nas delações da JBS, grupo que não existia praticamente até 2003, mas que nos 13 anos da era petista se transformou na maior empresa não financeira do Brasil. Ou seja tirando os bancos é a maior empresa do país.

Por isso, tirando todos os interesses que estão em jogos, tirando o fato de que – claramente houve um exagero – hoje à imprensa nacional e as redes sociais já reconhecem que – pelo menos no áudio que foi vazado – não há algo que de fato incrimine o presidente, pelo motivo que foi dito que ele estaria tentando comprar o silêncio do ex-deputado Eduardo Cunha.

Mais do que acertada portanto a decisão de não renunciar. Não é uma defesa do presidente nem do seu grupo, mas se hoje começamos a colher os frutos de uma maior estabilidade social política e – principalmente – econômica, que empregos começaram a ser gerados, com a inflação baixando, se o dólar estava controlado, se a bolsa tinha dando sinais de recuperação, etc., a quem interessaria voltar ao Status quo?

A quem interessa que o país não faça as suas reformas previdenciárias, trabalhista política, etc. Ou seja, a pergunta principal é a quem interessa que o Brasil permaneça no fundo do poço? Quem ganha com isso? Quem perde com isso? Essa é uma boa reflexão.